O ataque de Lúcifer nos terreiros do Planalto Central.
Por: Márcio Felipe
O escritor José de Alencar dizia que: “Só a ignorância aceita e a indiferença tolera o reinado das mediocridades”. Desde que passei a entender de política e, descobri que no Brasil a Lei Áurea nunca aboliu a escravatura e nem, tampouco, acabou o sistema Feudal, de senhores mandatários do poder, que ainda resiste às intempéries sociais ao longo de gerações. E mais, descobri que a morada do inferno é aqui.
Deixo claro aos meus irmãos brasileiros que ao escrever sobre esse tema, cumpro meu papel de cidadão Brasileiro, em não colaborar com tanta falta de sensibilidade, com tanta insensatez, incoerência, intolerâncias, injustiças, num país onde as discrepâncias oriundas do jogo sujo do poder são tamanhas que nos enojam cada vez mais e aviltam nossa cidadania.
Porém, não posso deixar meus queridos irmãozinhos Brasileiros, nem a nação a qual defendo com orgulho, se torne cada vez mais atada, enfaixada e sem voz, por não termos mais a quem reclamar um representante que nos defenda nas mais diversas esferas do poder público. Somos constantemente roubados e aviltados em vários setores, entre eles citamos o econômico. Não é à toa que somos o país que tem a maior carga de tributos do país. No antigo Egito os escravos trabalhavam três meses, sol a sol, para pagar seus tributos. No Brasil se trabalha cinco (5) meses e 25 dias. Então, dá pra se ver o quanto estamos desprotegidos, o quanto estamos distantes de termos um governo que se preocupe com o desenvolvimento do nosso povo.
Será que Cristóvão Buarque tinha razão?
Será que não está passando da hora de acabarmos com este “sisteminha fajuto”? Não chegou a hora de criarmos coragem de ir às ruas, para defendermos um sistema diferente, outro modo de se fazer política? E quanto a justiça, não está mais do que no tempo de eliminarmos todos os grãos podres que resistem a escravizar nossas mentes, cozinhar nossos neurônios? Precisamos execrar aqueles que insistem em provocar a derrama do leite e digo mais: a ira dos sangues de inocentes. Em quem podemos confiar daqui para frente? Alguns meses atrás, o Senador Cristovão Buarque, num de seus discursos no Senado, dizia que o Congresso e o Senado deveriam fechar. A princípio achei que o mesmo tinha perdido o equilíbrio. Mas agora entendo “o porquê”.
Observando a situação atual digo que: continuamos a ser escravos do sistema, escravos da mendicância, escravos da incoerência, escravos de um jogo que nos distancia da realidade humana e contraria aos princípios éticos de um povo e de uma nação, sem analisar a postura digna de respeito que nos cabe como gente civilizada. É triste sabermos que boa parte do que se passa no Congresso ou no Senado cheira mal e, nos envergonha a rede de intrigas, tantos denuncismos e o jogo maquiavélico do poder. E ainda tem gente que acha isso normal e ainda diz que faz parte da política.
A inércia da Centrais sindicais.
Onde será que estão agora as Centrais e as organizações Sindicais? Será que todos vermelharam? Ou estão dormindo em berço esplêndido, papando sobre as luzes da ribalta, o nobre e suado dinheiro do trabalhador? Ou será que estão dentro do sistema colaborando com o governo, ao invés de estarem trabalhando a favor da classe operária? Ou Será que estão escondidos por trás de um nome, uma legenda erguida sob a égide da defesa dos trabalhadores? Cadê aquela juventude, daquele movimento que foi para as ruas colocar Fernando Collor de Melo para fora do Planalto Central? E aí Macunaíma, o que você fará daqui para frente? Hummm, tem algo fedendo no ar! Por que assim, tão calados?
Quem será o primeiro a ir para o espeto?
Reportando-me ao Congresso Nacional, bom lembrar que José Sarney é apenas um uma gotinha d’água, no meio de um oceano, mediante um vendaval de denúncias registradas no passado recente, com vários processos arquivados, guardados num arquivo morto. Estas denúncias foram formalizadas e nunca chegou a lugar algum. Vez por outra se acende o fogo das paixões, das perseguições políticas, a fritura da vez. Essa desavergonhada forma de fazer política, através de denuncismos, não passa de um jogo premeditado para ejetar adversários do poder. Esse jogo já está tão conhecido, tão velho, que dois anos antes de começar as jogatinas políticas, o comércio de denúncias mediante a imprensa começou e o inferninho de alguns cérebros do Palácio Central, com seus tendões afiados, já ficam preparados para ver quem vai espetar ou fritar, o primeiro que passar.
Lúcifer com sua túnica vermelha alimentando o sistema feudal e reinando na ignorância do seu povo.
É bem verdade que Lúcifer, o príncipe do mal, traduz tudo isso com suas risadas sarcásticas, aterrorizando as almas que são penalizadas inocentemente e perambulam pelas ruas do nosso país sem saber para quem recorrer – o povo. E assim, o “cramunhão” vestido de vermelho, em meio às labaredas de fogo segue sua missão. Escravizar, monopolizar e alimentar o sistema feudal no qual vivemos, solidificando o reinado da inoperância. E quem tiver no meio ainda sairá cantando com ele a música do Roberto Carlos: “E que tudo mais, vá pro inferno.”


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