O Mundo não esquece Michaell Jackson. Reveja matéria do Fantástico - Rede Globo, sobre o rei do Pop
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Para Susan Boyle, fama é "bola de demolição"
Foto/Divulgação

LOS ANGELES (Reuters) - Susan Boyle, que saltou repentinamente neste ano de um programa britânico de calouros para o estrelato global, disse em entrevista a ser divulgada nesta semana que a sua fama abrupta foi como uma "bola de demolição".
Susan Boyle, que após "surtar" com a fama, dá primeira entrevista à TV, no programa "Today"
A entrevista, que vai ao ar na quarta-feira no programa norte-americano "Today", foi a primeira a uma TV desde que ela se tornou celebridade. Uma transcrição foi divulgada na segunda-feira.
A escocesa, até então voluntária em uma igreja, adoeceu e foi internada com exaustão em Londres depois de perder a final do programa "Britain's Got Talent".
"O impacto (foi) como de uma bola de demolição. Você sabe, e todo mundo que sofre esse tipo de impacto acha realmente difícil entender", afirmou ela.
Ela disse que só conseguiu superar a situação porque graças "à orientação de uma grande equipe... pude ver isso em perspectiva e realmente virar isso um pouco".
Boyle agora prepara um álbum, sob a direção de Simon Cowell, o ferino jurado dos concursos de calouros "American Idol" e "Britain's Got Talent".
Fonte:Reuters
Mudança nos domínios virtuais coloca em jogo maneira como usamos a internet hoje

Algumas semanas atrás, Sarah Deutsch recebeu um telefonema típico. A advogada-associada da Verizon falou com um amigo advogado que lhe informou que alguém estava vendendo o endereço na Internet "Verizonwirelessstorm.com" na eBay por US$ 1 milhão. Para Deutsch e sua equipe de cinco advogados especializados em marcas registradas, isso iniciou mais um cansativo processo de tentar localizar o vendedor e recuperar o nome da web.
"Recebemos relatos de milhares de violações diárias, e é difícil priorizar os que vamos procurar", ela diz.
A Verizon, uma grande operadora de telecomunicações dos EUA, possui um portfólio de 10 mil nomes de domínio, desde o evidente verizon.com até erros de grafia como verison.com e nomes como verizonsucks.com, que eles preferem manter fora das mãos de pessoas mal-intencionadas ou concorrentes. Isso é típico das grandes companhias. A Microsoft, por exemplo, possui mais de 24 mil nomes de domínio.
O trabalho de Deutsch vai ficar muito mais difícil. Na próxima primavera, a Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers, ou Icann) - o órgão que dirige as operações cotidianas da web - pretende permitir uma drástica expansão dos 268 domínios de "alto nível", ou seja, qualquer coisa que venha depois do ponto. Atualmente estes vão dos genéricos ".com" ou ".org" até os específicos de países, como ".uk" ou ".br". Mas o órgão baseado nos EUA agora pretende abrir as comportas e deixar qualquer um registrar um novo domínio de alto nível - desde que pague os US$ 186 mil (cerca de R$ 380 mil) de taxa de registro. A Icann estima que haverá cerca de 500 novos domínios, variando do específico de pessoas ou empresas (".verizon") até o genérico (".livros").
Essa abertura da Internet representa uma das maiores mudanças já vistas na estrutura da rede mundial de comunicação. Suas implicações são complexas e controversas - e se estenderão muito além das preocupações das empresas comerciais que veem a web como pouco mais que um shopping center virtual global.
Um representante do papa, por exemplo, escreveu para a Icann preocupado sobre como garantir que domínios religiosos delicados - como ".católico", ".muçulmano" ou mesmo ".deus" - não caiam nas mãos erradas.
Enquanto isso, grupos de interesse público temem que as mudanças marquem uma redefinição mais geral das regras da Internet, que poderá fazer a livre expressão ser suplantada por interesses comerciais.
Essas preocupações, por sua vez, provocaram novas perguntas sobre a estrutura e a governança da Internet - uma questão que nunca esteve muito abaixo da superfície nos últimos anos. A Icann, uma corporação sem fins lucrativos que em última instância ainda responde ao Departamento (Ministério) do Comércio dos EUA, já enfrentou desafios sobre sua organização, notadamente uma tentativa europeia de colocá-la sob o controle da ONU.
A próxima expansão do sistema de nomes da Internet é uma parte central da tentativa da Icann de provar que realmente opera no interesse de um público global em rápido crescimento. O alfabeto romano, por exemplo, ainda domina o sistema de nomes da Internet, mas o maior público da rede hoje é o chinês. Os países árabes também se irritaram com a longa demora das tentativas da Icann de encontrar um sistema adequado para suas necessidades.
Se a Icann não conseguir agradar a esses grupos de interesse, as consequências poderão ser severas. Entender a coisa errada poderia levar a cismas sobre o sistema de nomes da Internet - na verdade levando a uma fragmentação que transformará a mídia online global em uma série de sistemas separados.
Com a próxima conclusão dos anos de trabalho para se criar um novo sistema de nomes, são as grandes corporações que vêm fazendo mais ruído.
Os custos e os riscos para qualquer grande empresa que faça negócios na Internet são consideráveis. Embora alguns nomes de domínio possam ser registrados por poucos dólares, se eles já forem propriedade de alguém poderá custar cerca de US$ 2 mil comprá-los de volta. Se a propriedade for discutida em um tribunal, os custos serão consideravelmente mais altos.
Mas os grandes anunciantes como a Verizon não podem ignorar os oportunistas - chamados de "cybersquatters", ou "ciberinvasores" - que registram variações de sua marca na rede. Além de confundir as pessoas, sites falsos podem prejudicar a marca de uma companhia aos olhos de seus clientes. A Verizon estima que pelo menos 9 milhões de clientes poderiam ter sido atraídos para sites falsos, se ela não lutasse para recuperar o controle.
Em consequência, os donos de grandes marcas estão tentando garantir que a Icann tenha procedimentos que protegerão seus direitos quando o ataque começar - maneiras de fazer que os sites que infringirem marcas sejam fechados rapidamente, por exemplo.
No entanto, esses procedimentos estão se mostrando controversos com outras partes da comunidade da Internet, como grupos não-comerciais preocupados que possam sufocar a livre expressão online.
"No Irã os manifestantes puderam se comunicar com o mundo exterior por causa de servidores proxy [substitutos] que lhes permitiram continuar anônimos. Mas há grupos dentro da Icann trabalhando para evitar os servidores proxy anônimos porque eles podem interferir com marcas registradas", diz Robin Gross, da IP Justice, uma organização internacional de liberdades civis.
Enquanto as tensões estão altas, poucos discutem que abrir o sistema de nomes é um passo necessário para criar uma base mais duradoura para a Internet, que beneficiará centenas de milhões de usuários.
Fãs da expansão dos domínios dizem que isso poderá facilitar a navegação. Procurar por "encanador.londres" poderá supostamente dar uma indicação mais clara do que é e onde fica uma empresa do que as muitas variações de "A1encanadores.com".
"Gastamos muito tempo e dinheiro tentando conduzir as pessoas para os sites. Qualquer coisa que torne mais fácil encontrar as coisas na web é bom", disse Tom Eslinger, da agência de publicidade Saatchi & Saatchi.
Outros acrescentam que o alto custo do novo sistema de nomes vai diminuir com o tempo. Nick Wood, da Com Laude, uma empresa de administração de nomes de domínio que trabalha para clientes multinacionais como Nestlé e AstraZeneca, diz que as taxas poderão ser inicialmente altas, mas "inevitavelmente" cairão.
"Quando os domínios .com começaram a ser vendidos, em 1994, custavam US$ 200. Hoje podem ser registrados por US$ 6. Isso acontecerá para os domínios de alto nível. Quando um registro cair para US$ 18 mil ou US$ 9 mil, muitas companhias vão se candidatar", ele diz, acrescentando que já sabe de 54 companhias do Reino Unido e do norte da Europa que estão interessadas em registrar seu próprio nome de domínio.
Mas os esforços de última hora de grandes corporações para garantir que o novo sistema de nomes proteja seus interesses provocaram uma reação mais ampla, expondo as profundas tensões dentro da Icann.
Uma recente reunião da Icann em Sydney (Austrália) chegou a um conflito frontal sobre a questão.
"Foi um ambiente muito hostil - mesmo para uma reunião da Icann, que geralmente é um ambiente hostil para proprietários e representantes [de propriedade intelectual]. Havia pessoas gritando para nós, dizendo que éramos tiranos, e blogs nos comparando com Ahmadinejad", disse Kristina Rosette, da firma de advocacia Covington & Burling, que estava envolvida em esboçar recomendações para a Icann sobre proteção de marcas quando os novos nomes de domínios forem lançados.
Hoje muito depende de Rod Beckstrom, o novo executivo-chefe da Icann. Um ex-czar da ciber-segurança no Departamento de Segurança Interna dos EUA, Beckstrom se esforça para manter uma posição neutra em seus primeiros dias no cargo - mas seus comentários pouco serviram para acalmar os temores das corporações.
"Você pode olhar para os donos de domínios de muitas maneiras. Alguns os veem como 'cibersquatters', alguns como empreendedores. Eu acho que existe um rico e saudável debate a ser feito", ele diz, acrescentando: "Não há solução em que todo mundo ganhe o que quer".
Os donos de marcas registradas temem que esses comentários mostrem que Beckstrom não está escutando suas preocupações.
"Existe definitivamente um potencial para um impasse entre a Icann e os donos de marcas", diz Rosette, que descreve as declarações de Beckstrom como "desconcertantes". Se a Icann não demonstrar que realmente pretende evitar a violação de marcas registradas, os dois lados poderão acabar no tribunal, ela adverte.
"Não é segredo que há donos de marcas registradas que adorariam processar a Icann por infração."
Grupos de interesse público, por outro lado, também advertem que uma divisão prejudicial pode estar à frente. "Se usuários não-comerciais sentirem que nossas vozes não estão sendo ouvidas nas reuniões, não conseguiremos que as pessoas participem da Icann."
Afinal, o perigo para a Icann - e para os internautas de todo o mundo - é que essas tensões possam destruir o delicado consenso em que se baseia o diretório global da internet. Se a Icann perder a confiança de países afiliados ao seu sistema, poderá levar ao surgimento de sistemas de nomes rivais, rompendo o mundo online em uma série de redes fragmentadas.
Fonte: Maija Palmer e Richard Waters/Financial Times
Ator de "Harry Potter" é condenado a prestar serviço comunitário
Da Reuters
LONDRES (Reuters) - Um juiz ordenou na terça-feira que o ator Jamie Waylett, que representa o aluno agressivo Vincent Crabbe nos filmes da série "Harry Potter", cumpra 120 horas de serviço comunitário, depois de ele ter admitido que plantou maconha na casa de sua mãe.
Jamie Waylett (d), 20, o Vince Crabbe da saga de "Harry Potter", chega a tribunal de Londres (21/7), onde -- no dia de seu aniversário -- foi condenado a 120 horas de serviço comunitário por plantar maconha na casa de sua mãe
O juiz distrital Timothy Workman disse a Waylett que completou 20 anos na terça-feira, que seu cultivo de cânabis era feito em escala pequena, mas sofisticada.
"Sr. Waylett, reconheço que sua plantação de maconha era em pequena escala e que não foi de maneira alguma um empreendimento comercial de sua parte", disse Workman diante da Corte de Magistrados de Westminster.
"Apesar disso, o senhor usou um sistema sofisticado de plantio", teria dito ele, segundo a agência Press Association.
"Eu lhe dou crédito pelo fato de ter reconhecido sua culpa na primeira oportunidade, por ter cooperado com a polícia e pelo fato de que, até hoje, se mostrou um homem de bom caráter. Pretendo resolver esta questão lhe impondo uma sentença de 120 horas de trabalho não remunerado."
Waylett foi preso com um amigo depois de fazer uma foto de policiais quando os dois passaram de carro ao lado deles. Quando estes revistaram o carro do amigo, encontraram vários sacos de maconha.
Mais tarde, dez plantas de canabis foram encontradas na casa da mãe de Jamie Waylett em Kilburn, na zona noroeste de Londres.
O amigo de Waylett, John Innis, que admitiu a posse ilegal de 11 sacos de canabis e uma faca, foi sentenciado a seis semanas de detenção numa instituição para infratores menores de idade e teve que pagar multa de 500 libras.
Ana Maria Braga deixa hospital após dores no estômago
Foto/G1

A apresentadora do programa “Mais você”, Ana Maria Braga, deixou o hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, no início da tarde desta terça-feira (21). A apresentadora estava internada desde a madrugada para fazer uma série de exames após sentir dores de estômago.
Segundo a assessoria da apresentadora, ela teria se sentido mal ao sair de casa para gravar o programa, por volta das 5h. A previsão é que Ana Maria retorne ao trabalho normalmente na quarta-feira (22). O programa desta terça-feira mesclou reportagens inéditas com outras reprisadas.
Fonte: G1
Deu na Istoé!
Nomeado para pôr ordem na Casa, o novo diretor-geral é acusado de agredir a mulher e a sogra
Foto/Istoé

Lotado no Senado Federal desde 1986, Haroldo Feitosa Tajra foi o braço direito de todos os primeiros secretários da Casa desde a gestão de Carlos Wilson, em 2001. Lá, ajudou a administrar um Orçamento de R$ 2,7 bilhões por ano e esteve à frente de muitas licitações para contratação de empresas fornecedoras. Conhecia como poucos o funcionamento das nomeações e transferências de verbas feitas por intermédio dos chamados atos secretos, estopim para a sucessão de escândalos no Senado. Este ano, em meio à crise que apeou da diretoria-geral o até então todo-poderoso Agaciel Maia, Tajra foi indicado pelo atual primeiro secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) como novo diretor do Senado.
A relação com Heráclito é antiga. Os dois são piauienses e suas famílias se conhecem há duas décadas. Haroldo é primo do primeiro-suplente de Heráclito, Jesus Tajra, que foi deputado pelo Pfl, hoje DEM. Só que, nomeado há menos de um mês numa tentativa de pôr um ponto final aos desmandos e irregularidades cometidas no Senado, o novo diretor-geral já corre o risco de ter o mesmo destino do antecessor.
Conforme denunciou ISTOÉ em sua última edição, Haroldo é um dos expoentes da estrutura operada pelo servidor Aloysio Brito Vieira que o DEM montou para controlar com mão de ferro a primeira secretaria. Entre 2005 e 2008, atuou afinado com o primeiro secretário Efraim Morais (DEM-PB), que agora é acusado de receber R$ 300 mil mensais da Ipanema Empresa de Serviços Gerais e Transportes. Também foi frequentador assíduo das festas promovidas em Brasília pelo ex-primeiro-secretário Romeu Tuma (ex-DEM hoje PTB-SP) e seu filho Robson, o Tuminha, que durante a administração do pai, entre 2003 e 2004, tinha contatos frequentes com o grupo que organizava as licitações do Senado. Haroldo mantinha ainda um relacionamento estreito com o ex-diretor da Câmara Adelmar Sabino, que prestou consultoria a Tuma no período em que ele comandava a primeira secretaria. Graças a sua grande influência e capacidade de operar nos bastidores, Sabino passou 18 anos no comando administrativo da Câmara. Era uma espécie de Agaciel Maia de lá. Quando chegou ao Salão Azul, Sabino teve Haroldo como aliado de primeira hora, graças a sua boa relação com o empresariado.

O diretor-geral, no entanto, deixou marcas no passado que podem manchar o currículo de um alto funcionário público que ainda precisa ter seu nome aprovado em sabatina no plenário do Senado para manter-se num dos cargos mais importantes do Congresso Nacional. Os papéis que podem jogar luz sobre a personalidade do novo diretor, responsável por administrar a vida de dez mil servidores, estão protegidos por segredo judicial em um processo que tramita na 4ª Vara do Tribunal de Justiça de Brasília. Recheado de ocorrências policiais, fotografias e laudos do IML, o volumoso processo expõe um personagem destemperado. Dono de uma personalidade agressiva, o diretor-geral é acusado de ameaçar de morte e de espancar a ex-mulher, a sogra e a amante, além de coagi-las física e psicologicamente na tentativa de reaver parte de seus bens. “Ele já me agrediu enquanto eu segurava minha filha de três meses no colo”, denunciou à ISTOÉ sua ex-mulher, a descendente de árabes Cálida Ghazaleh Tajra, com quem Haroldo foi casado por dez anos e teve três filhos. De acordo com os autos, ela fez três queixas formais à Delegacia da Mulher em Brasília contra Haroldo, por lesão corporal e ameaças. As denúncias formais foram feitas entre 2000 e 2002. Em uma das ameaças, Cálida conta que ouviu do ex-marido: “Você se prepara, qualquer dia você vai cair dura no chão.”

As ameaças de Haroldo também foram feitas por escrito. Em 2006, Cálida encontrou entre os documentos do marido anotações redigidas pelo próprio reveladoras do seu comportamento agressivo. O texto diz o seguinte: “Ferrar com Cálida financeiramente para aplacar a minha ira. Conversar com a Ousseima antes da conversa com a Cálida”, numa alusão à ex-sogra. Os bilhetes ainda fazem referência à compra de uma arma: “Comprar uma arma – treinar antes do encontro fatal.”

Haroldo foi procurado por ISTOÉ na quarta-feira 15 para falar sobre o processo. Por intermédio da assessoria de imprensa do Senado, o diretor-geral disse que não iria falar sobre sua vida pessoal. Mas agiu nos bastidores para evitar que os processos ganhassem o conhecimento público. Até a quartafeira 15, o processo, registrado no TJ do DF com o número 2007.01.1.125284- 4, poderia ser acessado livremente por quem navegasse no site do tribunal. A partir de quinta-feira, no entanto, Haroldo conseguiu retirar seu nome da página do TJ na internet. No lugar, ficaram somente as iniciais de seu nome: “H.F.T.”. Todas as informações do processo, agora, estão em “segredo de Justiça”. O acesso está restrito às partes. Na sexta-feira 17, Haroldo, por intermédio de sua assessoria, admitiu que sua separação foi “traumática” e em decorrência dela contraiu uma psoríase. Ele nega, no entanto, que tenha espancado a ex-mulher.
Cálida diz que em 2002, em meio à separação, cedeu às pressões de Haroldo para que convencesse a mãe, Ousseima Imad, a retirar uma denúncia contra ele, também por agressão. O acerto foi feito na presença de representantes do Ministério Público. “Minha mãe retirou a queixa porque eu estava grávida da Ana, minha filha. Não queria me separar dele. Pedi a ela para não levar adiante”, diz Cálida. Em troca, a ex-mulher esperava uma reconciliação. Mas não foi possível. Depois de nova agressão, Cálida e Haroldo se separaram. Mas a dor de cabeça não acabou. Ameaçada novamente por Haroldo, Cálida aceitou transferir 75% de todos os bens da família para ele. “Abri mão dos bens porque eu tinha medo dele”, disse à ISTOÉ. “Achei que fazendo isso eu e minha família teríamos paz, mas me enganei, não tive paz mais.” Além da quase totalidade dos imóveis, diz a ex-mulher, Haroldo ficou com os dois carros e com todo o dinheiro da conta bancária da família. Em 2007, Cálida impetrou na Justiça de Brasília uma ação contra Haroldo, em que pede assistência judiciária gratuita. Ela trabalha como secretária no Sindicato dos Delegados da Polícia Federal e ganha R$ 1 mil por mês. Cálida tenta se proteger na Justiça porque Haroldo, diz ela, agora quer metade do apartamento onde ela mora com os três filhos menores, no Setor Sudoeste, em Brasília. “Ele paga pensão de dois filhos, mas o dinheiro não dá”, diz ela. “A gente vive contando os centavos".
Fonte: Istoé